Carlos Paião, pó de arroz e o meu tempo perdido
Para onde foste tu, meu portugalinho de infância? Esta música dá-me vontade de chorar e rodopiar pelo escritório de braços abertos a olhar para o tecto falso envolvido em ofícios esvoaçantes como as pétalas de malmequer que atirava ao vento à procura de respostas simples. E não, o Proust não tem nada a ver com a pesca de memórias no lago de amnésia para onde atiro todo o meu passado porque o meu passado faz-me doer, todo ele, o bom porque acabou e o mau porque foi mau.
Etiquetas: à procura do meu tempo perdido


2 Comments:
Eu adoro o Pó de Arroz do Carlos Paião. E também adoro a Cinderela. Este post está muito bem visto, curto e eloquente. O passado é um país estrangeiro, de facto, como dizia o outro, o do Go-Between. Gosto muito deste livro. Já leste? Se calhar gostavas, também. Embora o Proust não deva deixar grande tempo para outras coisas.
Ainda hoje a música passou no Top+ (na TV que falava para ninguém) e comecei logo a cantarolar... que saudades de brincar no parque de campismo de Melides! O que eu gostava desse senhor! E da inteligência da letra? A "Meia Dúzia" é simplesmente incrível!!
E permitam-me que acrescente que acho que devia ser ilegal passar aquela versão do Tiago Bettencourt no rádio!!!!!
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